SUA REGIÃO ÍNTIMA EM DIFERENTES ESTÁGIOS DA VIDA
As mulheres passam constantemente por mudanças e isso é especialmente visível no aspecto físico.
Ao longo das diferentes fases da vida, como puberdade, menstruação, gravidez e menopausa, os níveis de produção dos principais hormônios femininos, o estrogênio (principal hormônio feminino) e a progesterona (outro hormônio importante) também mudam.
Essas mudanças hormonais podem alterar o pH da região genital e tornar a região íntima mais suscetível a alguns probleminhas ginecológicos.
• No nascimento, os lactobacilos são predominantes na região íntima, que está revestida ainda sob a influência do estrogênio materno. O pH da região íntima nessa fase tende a ser mais elevado. Daí vem uma grande importância do uso de sabonetes com pH ácido.
• A partir da menarca (primeira menstruação) que conduz à puberdade, os lactobacilos novamente são predominantes devido ao aumento no nível de estrogênio. Nessa fase, o ácido láctico é secretado em abundância na vagina, o que ajuda a manter o pH ácido da região íntima interna.
• Durante a menstruação e na gravidez, os níveis hormonais flutuam, o que pode levar a um desequilíbrio do pH genital, podendo aparecer alguns probleminhas, como por exemplo alguma irritação local.
• Ainda na gravidez acontecem mudanças por ação hormonal, que levam a uma série de alterações na pele e nas mucosas. Isso pode aumentar as chances de infecções genitais, aumentar o fluxo venoso, as varizes e as secreções vaginais.
• Pós-parto - Os primeiros 40 dias após o parto é chamado de puerpério. Em condições normais, esse é o tempo médio que o organismo feminino precisa para que o seu aparelho reprodutor retorne ao estado anterior à gravidez. É habitual apresentar perda de sangue, em geral nas primeiras duas semanas, esse sangramento denomina-se lóquios. Nos primeiros dias, essa perda de sangue é de cor vermelha, e vai desbotando com o passar do tempo para uma cor rosa ou salmão. Nessa fase deve-se ter cuidado com a higiene íntima, principalmente se o bebê nasceu de parto normal, onde é preciso fazer um pequeno corte na região genital (episiotomia), para facilitar a passagem do bebê pelo canal de parto (vagina e vulva)
A mulher na idade reprodutiva
• A idade reprodutiva abrange o início da puberdade até a menopausa e marca a etapa de produção do estrogênio (hormônio feminino), que é o elemento mais importante para o desenvolvimento de vários fatores envolvidos no mecanismo de defesa genital, entre esses o pH ácido da região genital externa e interna.
• Ter certa quantidade de fluxo vaginal é normal, principalmente na época reprodutiva. As paredes da vagina “limpam-se” perdendo células com uma pequena quantidade de líquido, que no contato com o ar, pode tornar-se esbranquiçado ou amarelado. Em alguns dias do mês, o sinal de fertilidade no corpo é a presença de uma secreção esbranquiçada transparente, semelhante à clara de ovo. Mudanças na quantidade, cor e odor do fluxo podem indicar a presença de algum problema, por exemplo, algum corrimento anormal que deverá ser investigado.
• Após a menopausa (última menstruação na vida de uma mulher), há diminuição dos hormônios femininos. Por isso é comum algumas mulheres relatarem secura vaginal, porque a vagina tem menos “lubrificante natural”. Como a produção hormonal diminui, os lactobacilos e o ácido láctico também reduzem, levando a um aumento no pH da região íntima. Esse aumento enfraquece a camada protetora ácida da região íntima e a torna mais suscetível a elementos nocivos e irritações. Pela falta de hormônios e pelas mudanças próprias dessa fase, a pele da vulva pode ficar mais fina e/ou mais ressecada. Por essa razão a limpeza e a higiene íntima devem ser muito delicadas e com sabonete com pH ácido.
• Incontinência urinária. A incontinência urinária pode ser resultado de flacidez nos músculos do assoalho pélvico, devido a vários partos normais, obesidade e até mesmo por predisposição genética. Devido à incontinência urinária não controlada adequadamente, as vestes íntimas ou protetores de calcinha podem deixar a pele local da região íntima umedecida com urina. Se não houver troca de vestes e higiene adequada com mais frequência, a barreira natural pode ser agredida e levar a maior vulnerabilidade para desenvolver problemas locais, dentre eles, assaduras e odor local.
• Diabetes. A pele das pessoas com diabetes fica submetida às mudanças metabólicas. Quando há um descontrole do diabetes, pode haver aumento das infecções de pele e genitais por fungos, notadamente levando a uma coceira intensa. Nesses casos o médico deve ser consultado imediatamente, porque é necessário compensar o diabetes, além das medidas de tratamento local.
Em todos os estágios da vida, mantenha o equilíbrio natural da sua região íntima.
É importante que, em todos os estágios da vida da mulher, a camada ácida natural que recobre a pele da região íntima genital seja respeitada. Isso é vital para sua proteção e bem-estar.